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Capas do Estadão feitas por consumidores

A agência brasileira Lew Lara ganhou ouro no Festival de Cannes com este case no Media Lions. Veja o case.

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Kit-Kat pelo correio no Japão

OK, o Twitter é a mais nova moda em Cannes e no resto do mundo. Centenas de marcas já usam o Twitter para promover seus produtos. Mas boas idéias são boas idéias. Em qualquer midia. E esta campanha da JWT do Japão, mostra que até o correio pode ser uma grande midia para o produto. A campanha ganhou Grand Prix de Media em Cannes. O resultado na prática: 24.000 locais em que Kit-Kat aparece sem concorrentes, 260 mil chocolates foram enviados até agora e o buzz da campanha foi de mais de 11 milhões de dólares em midia (jornais, revistas, telejornais e sites em que a campanha apareceu).

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O melhor emprego do mundo

Este case já faturou três Grand Prix no Festival de Cannes. Bem merecidos. A campanha é fantástica. A idéia era divulgar o turismo no estado de Queensland, na Austrália. E qual foi a proposta da agência? Oferecer a vaga de zelador na ilha Hamilton, uma das 600 que formam a Grande Barreira de Corais. O contrato do empregado previa um salário de 105.000 dólares por seis meses, o equivalente a cerca de 20.000 dólares por mês. O buzz gerado pela campanha percorreu o mundo todo. Jornais, revistas, redes de televisão, blogs, emails, twitter, cartas, todo mundo falando desse tal emprego. Enfim, publicidade gratuita para este incrível destino de viagem. Genial!

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Milhões sem gastar Milhões

Foi visto por milhões de pessoas no Youtube. A ação pertence a campanha de uma operadora de celular a T-Mobile. A idéia era simples: parar um hall de estação de trem e dançar. A execução é primorosa: os dançarinos contratados estão disfarçados como usuários dos trens, circulando livremente. De repente, começa a música. As pessoas parecem se contaminar. E o público da estação também entre na dança. O encerramento é magistral: mostra uma série de espectadores enviando mensagens, filmando e falando ao celular. O conceito? LIFE’S FOR SHARING. 

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Quem não arrisca, não petisca. Pior: não lucra.

Regra básica da publicidade: não existe regra. Muito menos receita. O jogo é assim, arriscado. Não dá para prever. Só dá para intuir, para estimar. E tem uma coisa que você precisa saber: cedo ou tarde, você vai perder.

Toda marca de êxito, toda grande empresa, tem sua trajetória de derrotas. E qualquer CEO de multinacional sabe disso: aprende-se mais com os erros do que com os acertos. Na Brancozulu, por exemplo, coleciono nossos erros como troféus.

Se tem uma coisa que tenho medo é dos pequenos acertos. Porque grandes erros fazem com que as empresas busquem alternativas, se mexam. Pequenos acertos fazem com que as empresas parem, se imobilizem e, principalmente, tenham medo de errar.

Por que mexer em time que está ganhando? Porque aos 45 do segundo tempo, seu adversário faz um gol. Empata. E na prorrogação, ele faz outro. E te derrota.

Mas como é possível aprender com os erros? Como reconhccer erros e acertos no emaranhado da comunicação da sua marca ou empresa?

Em primeiro lugar, é preciso medir. E, além de medir, isolar variáveis. Principalmente se sua campanha envolve veículos e peças diferentes. É preciso saber quem foi o verdadeiro herói ou vilão da campanha.

Arriscar não é fazer um site ousado ou mesmo impactante para a sua empresa. Arriscar de verdade é fazer um site sem o Google Analytics. E ficar sem saber se o site que você fez é bom ou ruim. Pior: continuar sem saber.

Hoje em dia, está cada vez mais fácil medir o retorno do seu investimento em publicidade. A internet é uma grande aliada nisso. No online é possível saber tudo, tim-tim por tim-tim. E, então, vai continuar jogando no escuro por quê?

Para fechar, algo que aprendi com Amyr Klink. Quem pensa que ele faz loucuras, se engana. Ok, suas viagens não são um roteiro da Tia Augusta. Mas são tão planejadas, que minimizam riscos e se transformam simplesmente em grandes aventuras.  

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Agência X Diretor de Marketing

Deste lado do ringue, pensando 110 kg de idéias supostamente geniais, roupas estravagantes e muito ego, apresentamos a AGÊNCIA. E do outro lado, pesando 115 kg de diplomas e MBA’s, conhecimento de produto e com um não na ponta da língua, apresentamos o DIRETOR DE MARKETING.

Tem muita gente que vê o relacionamento entre agência e cliente assim. E gente dos dois lados. Agência que não dá a mínima para o negócio do cliente. E cliente que trata a agência como fornecedor. Cliente que acha que a agência vive batendo carteira. E agência que acha que o cliente é pão-duro. Agência que só vê o cliente como aquele que vive negando suas idéias geniais. E cliente que acha que as agências só pensam em ganhar prêmios.

O que agências e clientes que pensam assim não sabem, é que ambos estão perdendo. Perde a agência, porque no longo prazo não consegue manter o cliente. Perde o cliente, porque tem uma agência desmotivada e que não dá resultado.

Em primeiro lugar, é preciso que se entenda que o objetivo é comum. Agência e cliente querem que a campanha funcione, que as vendas aumentem. E assim a verba de marketing e comunicação do ano que vem também será maior.

Para tanto, a parceria é o melhor caminho. Mas é preciso confiar no parceiro e, principalmente, no seu conhecimento. Cliente e agência têm conhecimentos complementares. É necessário que esses conhecimentos sejam compartilhados.

Se você é agência, faça um esforço para apresentar cases interessantes e boa publicidade ou design ao seu cliente. Convide-o para exposições, premiações, indique livros que você está lendo, faça-o conhecer mais o pensamento da agência. É importante também mostrar números, resultados.

Se você é cliente, faça um esforço para mostrar a cultura da empresa para sua agência. Convide a agência para almoçar no bandejão da fábrica. Leve o pessoal para o ponto-de-venda, para a linha de produção, mostre os números, sua equipe de vendas. E acima de tudo: faça a agência usar seu produto.

Quanto mais informação compartilhada, melhor será o resultado da sua próxima campanha. Seja você agência ou diretor de marketing.

Mas lembre-se: essas coisas não acontecem da noite pro dia. É preciso muito investimento, muita paciência. É preciso acreditar no longo prazo.  

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